Assumo a Academia Brasileira de Direito do Trabalho em sucessão ao Presidente Honorário João de Lima Teixeira Filho, consciente da missão de prosseguir no empreendimento de esforços para incentivar o estudo do Direito e do Processo do Trabalho, visando o aperfeiçoamento da legislação trabalhista e a difusão de novas ideais e objetivos, compatíveis com a evolução social e as características do mercado de trabalho brasileiro.

Na condição de 14º presidente deste Sodalício, é chegado o momento de dar minha contribuição ao projeto idealizado por Custódio Bouças para a criação da ABDT, cuja história está retratada no livro “Vida, Trabalho, Memória” volumes I e II, de autoria do historiador Dante Gallian.

A respeito, transcrevo as palavras do Presidente Honorário Rodolfo Pamplona Flho, 11º presidente:

“A fase “Embrionária" da Academia foi liderada pelo Ministro Arnaldo Lopes Süssekind, que, de fato, promoveu a efetiva “Laborização” da Academia, processo este que se consolidou sob a Presidência de seus sucessores, os Professores Amauri Mascaro Nascimento, meu eterno orientador do mestrado e doutorado na PUC/SP, e Cássio de Mesquita Barros Júnior, ambos Professores Titulares aposentados da Universidade de São Paulo – USP.

O quarto Presidente, Professor Arion Sayão Romita, inaugurou a fase de “Institucionalização” da Academia, com grande visibilidade científica e no estabelecimento de procedimentos, inclusive com a criação da importante Revista da Academia Brasileira (Nacional) de Direito do Trabalho, em 1993.

Segue-se a chamada fase da “Nacionalização” (que vai de 1996 a 2002), capitaneada pelos Presidentes: Ministro Orlando Teixeira da Costa, Desembargador Floriano Corrêa Vaz da Silva e Professor José Augusto Rodrigues Pinto, com grande expansão dos quadros Acadêmicos.

Por fim, a fase contemporânea, diagnosticada pelo Professor Dante Gallian como de “Profissionalização” da Academia, na condução firme de seus três últimos Presidentes: Ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, Desembargador Georgenor de Sousa Franco Filho e Professor Nelson Mannrich.”

Dando prosseguimento a essa fase, seguiram-se os Presidentes Rodolfo Pamplona Filho, Vladir Florindo, João de Lima Teixeira Filho, que buscaram a capilaridade externa na Academia.

É agora chegada a hora em que a Academia Brasileira de Direito do Trabalho precisa se adequar às novas tecnologias, popularizando-se e demonstrando a sua atuação por meio das redes sociais; dar prosseguimento ao trabalho de internacionalização; produzir isolada ou em convênio com instituições de relevo cursos, publicações, eventos regionais e nacionais presenciais ou à distância; criar um observatório com contribuição externa de ideias; e contribuir na apresentação de propostas legislativas.

Brasília, 25 de março de 2020.

Alexandre Agra Belmonte







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